Geral 08/05/2020 - 10:20 - Gabriela Glória/Governo do Tocantins

Servidoras mães da CGE falam sobre desafios do trabalho remoto em tempos de pandemia

Para a servidora Kelsene é essencial se organizar e cumprir horários para conciliar todas as atividades Para a servidora Kelsene é essencial se organizar e cumprir horários para conciliar todas as atividades - CGE / Governo do Tocantins
No caso da diretora Taise, o mais desafiador e adaptar os espaços domésticos com as demandas do filho e do trabalho. No caso da diretora Taise, o mais desafiador e adaptar os espaços domésticos com as demandas do filho e do trabalho. - CGE / Governo do Tocantins

Este será um Dia das Mães bastante atípico. Diante do isolamento social imposto pela pandemia do novo Coronavírus conforme declaração da Organização Mundial de Saúde, muitas mães viram suas rotinas se transformarem radicalmente. Para as servidoras que são mães e atuam na Controladoria-Geral do Estado (CGE) o cenário não é diferente. Devido ao decreto estadual nº 6.072 que declarou estado de calamidade pública, boa parte dos servidores da CGE estão em home office, o que altera totalmente as relações entre trabalho e vida familiar.

A suspensão das aulas nas creches e escolas, para evitar a proliferação da doença, impactou a vida de muitas famílias. Nesse novo contexto, muitas mães tiveram que assumir uma jornada desafiadora que envolve as obrigações do trabalho remoto, cuidado com filhos e trabalhos domésticos.

A servidora Kelsene Ramos Alencar relata que o grande desafio é se organizar e estabelecer horários para conciliar os cuidados domésticos, com os filhos e as atividades laborais. “A oportunidade de ficar em casa ao lado da família é excelente, porém árdua. No meu caso que tenho uma criança lactante, preciso contar com o apoio dos demais familiares para distribuir as tarefas de organização e limpeza da casa, além da higienização dos produtos devido à pandemia que é bastante trabalhosa também”, comenta.

Na rotina da diretora de Responsabilização de Agentes Públicos da CGE, Taíse da Silva Cunha, também foram muitas alterações. Ela conta que por morar em apartamento e com as restrições de saída, o espaço para o filho brincar ficou reduzido demandando mais a atenção dela. “Com o tempo vamos nos adaptando à nova realidade que a Covid-19 nos trouxe. Tenho minha rede de apoio (esposo e avó) que são essenciais para eu conseguir desempenhar todas as tarefas, e estou conseguindo fazê-las todas. E por outro lado é positivo porque posso acompanhar mais de perto o crescimento do meu filho”, destaca.

A diretora considera o home office uma ferramenta de trabalho interessante, pois ela propicia que o servidor organize sua rotina de forma mais flexível, observando as horas que a administração pública impõe que são necessárias trabalhar e apresentando os relatórios de produtividade.           

Inclusão

De acordo com o setor de recursos humanos da CGE, as mães somam um quantitativo de 50 servidoras. O que representa cerca de 37% de um total de 135 servidores do órgão. Para o gestor da pasta, a presença expressiva das mães no órgão determina um olhar mais sensível para as relações trabalhistas. “É fundamental, tanto na administração pública quanto na sociedade em geral, reconhecer a importância das mulheres que são mães e estar atentos às suas necessidades. Incorporar as demandas dessas mães trabalhadoras é algo que buscamos promover na Controladoria e creio que isso nos fortalece institucionalmente e contribui para uma melhoria das condições psicossociais  e de trabalho”, salienta Senivan Almeida Arruda, secretário-chefe da CGE.

O gestor também enfatiza que apesar das alterações nas rotinas familiares, adotar o trabalho remoto é uma atitude necessária para proteger a saúde dos servidores, de suas famílias e de toda população em geral. “Tivemos que readequar nossas atividades, mas com o empenho da nossa equipe estamos conseguindo manter a produtividade e cumprir o planejamento do órgão”, complementa.